Entrevista a Ernst Zündel

É na linha da frente da guerra em nome do nosso povo [europeu] que encontraremos Ernst Zündel, germano-canadiano de Toronto, defensor da liberdade de expressão, revisionista, escritor e editor. Por pouco que Zündel não se tornava mártir pelas suas ideias, quando, recentemente, foi vítima de um fogo posto que danificou severamente a sua casa e que certamente o teria morto caso ele ali se encontrasse, como tinha por usual, e quando, algum tempo depois, vítima de uma tentativa bombista, desta feita ao receber na sua residência uma encomenda armadilhada e inteligentemente disfarçada de livro, e que apenas foi entregue à polícia devido à suspeição relativa ao peso estranhamente excessivo da encomenda.

Os média controlados pelo sistema, tão prontos e vigilantes no que diz respeito à protecção dos direitos das minorias e que choram baba e ranho em enorme coro sempre que um dos seus “animais de estimação” é arranhado ou quando os seus sentimentos são magoados, praticamente ignoraram este e outros horríveis ataques contra o Sr. Zündel.

Bem-vindo ao American Dissident Voices . É uma honra ter como convidado um bravo campeão da liberdade de expressão como o senhor. Há poucas pessoas no mundo que estejam dispostas, como você, a enfrentar todas as lutas, desafios e dificuldades em nome daquilo que acreditam ser a verdade. Nas últimas semanas foi vítima de fogo posto e de um atentado bombista. Há quem o “odeie apaixonadamente”, a si a àquilo que tem vindo a fazer.

Bem, a campanha de ódio contra a minha pessoa dura há já muito mais tempo do que apenas algumas semanas. Nunca atingiu a forma violenta até ter ocorrido um atentado bombista em 1984, mas depois as coisas acalmaram porque os meus opositores, geralmente pertencentes ao lóbi de promoção do “holocausto”, conseguiram arrastar-me para o tribunal canadiano, mantendo-me ali, amarrado em litigação, durante nove anos. Durante o tempo que eu estive em tribunal a violência era proveniente de apoiantes da JDL ( Jewish Defense League ) que me empurravam e me deitavam ao chão, e que tentavam atacar a minha equipa legal enquanto se dirigia para a porta do tribunal, e batiam em algumas das minhas testemunhas a caminho do tribunal, e coisas assim. Mas geralmente tínhamos uma boa protecção policial, e sempre que eu considerava que a protecção da polícia não era suficientemente eficaz ou adequada, eu organizava a minha própria defesa.

Portanto, tem havido uma campanha contínua de violência contra si ao longo de mais de uma década.

Oh, sim. Para mim isto é apenas uma escalada. A razão pela qual tenho sobrevivido todo este tempo é aquela que os meus amigos, camaradas e apoiantes pensam ser uma “aproximação cuidadosa” extraordinária. Eu vestia coletes à prova de bala, e os meus guarda-costas também tinham essa opção – comprei cinco conjuntos. Tinha um antigo polícia e um outro no activo como meus conselheiros de segurança. Tinha sensores no meu edifício. Gastamos imenso dinheiro em gravadores, e isso revelou-se realmente compensatório neste caso particular de ataque incendiário porque conseguimos filmar o incendiário enquanto derramava 20 litros de gasolina na fachada do edifício. Infelizmente só estava uma pessoa no edifício naquele momento que, encontrando-se num quarto recuado, não estava a acompanhar o monitor de vigilância. As câmaras justificaram o investimento pois através delas apanhamos várias pessoas que tentavam levantar objectos ou tentavam arrancar sinalização do nosso edifício. Note que estamos localizados numa das vias públicas mais movimentadas de Toronto. E, como em todas as grandes cidades, há regulamentos que limitam a construção de muros até uma certa altura. Há dois meses atrás a cidade forçou-nos a descer o muro de segurança até 2 pés de altura. Naturalmente, não podemos rodear o muro de arame farpado, pois é uma zona residencial e comercial. O facto de ser uma zona central, aonde há sempre pessoas a circular nas redondezas, faz dela uma zona com um certo grau de segurança. Por isso o incendiário foi visto caminhando ao longo da rua e carregando o seu garrafão de gasolina, e a polícia ficou com uma excelente descrição da testemunha ocular. Portanto, entre o vídeo de segurança, a descrição da testemunha ocular e com a minha recompensa de $5.000, estou totalmente confiante que consigamos apanhar esse homem e que ele seja levado a tribunal. Através dele saberemos quem lhe pagou para fazer aquele serviço.

Quando é que este ataque incendiário ocorreu e qual o dano que provocou?

Eram 5 horas da manhã do dia 5 de Maio, e algumas pessoas disseram que foi deliberadamente designado com a celebração do dia VE em mente. Com efeito, eu estava naquele momento no oeste do Canadá, no Estado de Colômbia Britânica, para me encontrar com o meu agente Douglas Christie, para falar sobre jogadas legais contra oficiais públicos e alguns agitadores marxistas e judeus que estavam a ameaçar expulsar-me do bairro. Eles tinham organizado um comité para me retirar do bairro aonde vivo e aonde exerço um negócio legal. Estávamos a planear algumas jogadas sob o código criminal do Canadá, mas tal nunca veio a avançar porque na manhã seguinte soube pelas notícias que a minha casa tinha sido incendiada. Infelizmente, a minha inestimável biblioteca pessoal sofreu quase uma total destruição. Alguns dos livros tinham trezentos ou quatrocentos anos. Muitos deles foram-me legados por europeus mais velhos por causa do meu trabalho. A grande infelicidade no meio de tudo isto foi que, devido ao conteúdo valioso que tinha na minha casa, nunca encontrei quem me fizesse um seguro no Canadá. A partir do momento em que alguém se torna vítima de atentado bombista, entra num grupo de risco para o qual ninguém irá vender um seguro.

Isso é uma tragédia. Mas podia ter sido pior: podiam tê-lo morto.

Oh, sim. Estivesse eu em Toronto e teria sido certamente morto neste ataque. No quarto aonde eu normalmente durmo as chamas, o fumo e a fuligem eram tantas que os gases ter-me-iam morto.

E agora foi alvo de um atentado de assassínio através de uma carta armadilhada.

Sim. Isso foi outro tipo de situação deveras bizarra, em que a bomba que me tinha sido enviada vinha envolta num invólucro que tinha o aspecto de um livro. Quando pegamos no embrulho, ele era muito pesado. Aquilo tinha um capa; tinha uma lombada curva; era certamente um livro. Mas comparei com outros livros e apercebi-me que mesmo com o papel mais pesado seria necessário muito mais volume para serem do mesmo peso. Das duas uma, ou alguém me tinha enviado barras de ouro ou então era algo pior.

Felizmente recebi uma chamada de Vancouver de um conhecimento antigo, meu colaborador político. Quando lhe dissemos o número do código postal que estava na encomenda, ele disse, “Incrível, é o meu número postal!” Fiquei chocado. Eu tinha visto o homem duas semanas atrás. E ele não tinha dito que me ia enviar uma encomenda.

Por isso, dirigi-me à polícia. Coloquei a bomba no meu carro e conduzi até à esquadra. Fui prontamente advertido pela polícia. Disseram-me que não se devia conduzir pela cidade com bombas na mala do carro.

Sim [risos].

Naquele momento eu ainda não sabia que era uma bomba, apenas suspeitava. E, além disso, as relações com os meus vizinhos já estão tão condicionadas e tensas que eu não queria que eles ficassem chateados devido a uma evacuação de bairro por causa de um falso alarme. Se aquilo era um logro, pareceria ridículo, e também por isso não chamei ninguém da comunicação social. Mantive o engenho dentro do meu escritório durante quase uma semana e por isso apercebi-me que se aquilo fosse realmente uma bomba, seria daquelas que não explodiria enquanto não fosse aberta. A equipa anti-bomba de Toronto deduziu exactamente o mesmo logo após ter pegado nela e depois de ter confirmado através de raio-X. Por isso, não fui assim tão estúpido. Tinha depositado a bomba numa área vazia do parque de estacionamento da esquadra da polícia. Depois a equipa anti-bomba fez o que lhe competia com o robot. Colocaram a bomba num contentor à prova de explosão, levaram-na até uma zona desabitada e ali mesmo a explodiram.

Está inquieto pela possibilidade das suas “nove vidas” se esgotarem num dia destes?

[Risos] Bem, penso que ainda me sobram umas seis ou sete vidas!

Aquilo que é realmente interessante é que depois dos peritos terem analisado a bomba, constataram que se tratava de um bomba muito potente que teria morto qualquer pessoa que se encontrasse num raio de 90 metros do rebentamento. E eu vivo numa zona densamente povoada, na baixa de Toronto. Se aquilo tivesse rebentado teria arrasado o bloco por completo.

Já há alguma pista ou suspeitos?

Não, ainda não; a investigação ainda está no seu começo.

O curioso é que no dia 13 de Abril foi-me enviado, a partir de um endereço em Vancouver, um envelope contendo um tapete de rato no qual estavam aplicadas umas lâminas muito afiadas. Nele vinha também uma carta ameaçadora, que se dizia proveniente da “Milícia Anti-Fascista”. Diziam que se tratava de uma declaração de guerra e que aquilo era apenas o primeiro dispositivo e que no mês seguinte poderia ser o “boom”. Era assim que terminava a carta.

Ao longo dos anos, quando se tem um high profile , começa-se a receber cartas ameaçadoras e recebem-se muitos telefonemas ameaçadores. Eu fiquei um pouco mais preocupado quando surgiu aquela organização que me queria tirar do bairro e quando milhares de cartazes foram distribuídos por toda a cidade de Toronto com instruções de como construir um cockteil molotov e diversos tipos de bomba, juntamente com uma figura da minha cara e a minha morada. O título desse cartaz era “Maçado?”, depois aparecia o cockteil molotov e depois a minha casa e endereço e a minha cara. Entreguei todos estes dados às autoridades, alertei a comunicação social canadiana através de comunicados de imprensa, coloquei tudo disponível às agências de inteligência que são responsáveis pela segurança daquele país. Fiz tudo aquilo que um cidadão deve fazer, mas mais, fortifiquei o meu edifício ao ponto de algumas pessoas se referirem a ele como um bunker , que não era. Era apenas um edifício bastante seguro que mesmo assim não estava imune a incêndios.

E as autoridades perseguiram vigorosamente esses casos?

Sabe, tenho recebido chamadas ao longo dos anos de muita gente, de amigos da área nacionalista, revisionistas e outros de todo o mundo – e agora de novo, por causa do que se passou – e eles são todos muito cínicos em relação à polícia e autoridades. Mas tenho que dizer que, no meu caso – e não digo isto porque espere favores da polícia de Toronto, digo apenas porque é um facto – o departamento da polícia de Toronto tem sido a organização, em toda a minha tremendamente difícil luta contra o lóbi de promoção sionista do “holocausto”, que mais tem mostrado profissionalismo e um método imparcial de lidar comigo. Eles garantiram-me os meus direitos constitucionais, e isso é do seu mérito exclusivo porque a campanha de ódio dos média contra mim tem sido tão intensa e perversa que é um milagre que a polícia tenha tido uma aproximação tão profissional. Estou convencido que se houver impressões digitais nesses dispositivos, se houver responsáveis que os meus $5.000 de recompensa possam trazer, a polícia ira processar essas pessoas.

Agora a próxima pergunta é: Será que os tribunais, os procuradores, irão prosseguir vigorosamente com este caso? Penso que não.

O que é que o leva a pensar assim?

Porque a polícia prendeu oito pessoas junto ao meu edifício depois de uma recente manifestação violenta. Tem que reparar que já tivemos manifestações no meu bairro com mais de trezentas ou quatrocentas pessoas. A última só teve cerca de 250 pessoas. Foi muito violenta. Os manifestantes foram seguidos pela polícia, e oito deles foram presos por ameaçar os polícias com armas e por terem atirado objectos contra os agentes. A polícia estava bem preparada para incidentes com fogo, pois vi uma unidade especial com quatro polícias carregando extintores durante a manifestação. Por isso, a polícia não é o problema.

O problema foi que a senhora procuradora de Toronto fez uma não-procuração, isto é, uma procuração tão mal preparada que nem submeteu as cassetes de vídeo a cores que tínhamos, mostrando as faces camufladas daqueles manifestantes terroristas, e em que tínhamos feito zoom às pessoas que estavam a atirar objectos, mostrando outros que estavam a ameaçar a polícia, e por aí fora. Nada disto foi apresentado como prova.

O juiz, sentado na sua cadeira, virou as costas para mim enquanto eu estava no lugar de testemunha a ser questionado. Toda a sala do tribunal estava cheia de anarquistas, esquerdistas, comunistas, e judeus. Ele tratou-me como esterco e mandou todas aquelas oito pessoas para casa.

A polícia fez tudo correctamente – protegeram a propriedade privada, protegeram o meu direito constitucional de falar, levaram as pessoas à justiça, prenderam-nas, acusaram-nas devidamente e depois tudo caiu por terra. Se eu fosse um daqueles manifestantes marxistas, apostado em fazer a vida negra a um homem como Ernst Zündel, eu tomaria isto como um encorajamento oficial.

Evidentemente. Parece que os média são igualmente culpáveis. Neste país ouvimos virtualmente nada daquilo que se passou consigo.

Em Toronto, as pessoas que realmente “acenderam o fusível” foram os média mais conhecidos. Eles enveredaram por uma campanha de ódio de um forma vergonhosa e sem vergonha – especialmente desde as celebrações do 50º aniversário do fim da II Guerra Mundial. Culpadas são também as pessoas que colocam cartazes à entrada da minha casa afirmando que tinham incendiado a minha casa como forma de celebrar o dia VE. Eles tanto atiçaram o fogo da discriminação contra as pessoas alemãs que mais tarde ou mais cedo era certo que iria dar barraca. E foi isso que aconteceu. Eles agitaram e agitaram e agitaram até que encontraram alguém suficientemente desequilibrado para pegar fogo à minha casa.

As organizações judaicas e esquerdistas querem calá-lo e sufocar o debate acerca do que realmente se passou com o povo judeu durante a II Guerra Mundial. Mas por terem-no colocado a si em julgamento há dez anos atrás acabaram gerando o maior debate público sobre esse assunto que o mundo jamais assistiu.

Sim. Basicamente eles marcaram aquilo que nós chamamos em alemão um eigentor , isto é, um golo na própria baliza. O seu ódio finalmente virou-se contra eles próprios. O julgamento de Ernst Zündel ficou para a história canadiana. Nós acabamos, através do julgamento, com uma das leis mais perniciosas – uma lei que poderia levar a que escritores e emissores se virassem contra ela muito facilmente. O Tribunal Supremo declarou-a inconstitucional, e nós definimos no processo a nossa nova carta de direitos, o Decreto dos Direitos e Liberdades ( Charter of Rights and Freedoms , no original) muito próxima da americana. Só me foi permitido fazer as minhas próprias emissões e a minha própria TV e programas de acesso público por causa desta vitória no Supremo Tribunal. Por isso, é verdade: eles perseguiram-me durante nove anos nos tribunais; e no final, o mal produziu o bem.

Recentemente publicou um enorme livro de 564 páginas detalhando o julgamento, estando cheio de documentação magnífica das evidências que foram levadas até ali.

Foi compilado pela minha agente Barbara Kulaszka, e o título é Did Six Million Really Die?: Report of the Evidence in the Canadian ‘False News’ Trial of Ernst Zündel . É uma síntese das 12.700 páginas de transcrições do julgamento numa linguagem de fácil leitura. O livro é, como apelidou um dos professores de topo da Europa, uma enciclopédia do “holocausto”, porque os dois lados são apresentados. As testemunhas da procuração, incluindo o Dr. Hilberg dos Estados Unidos, conhecido como o “papa do ‘holocausto’”, Christofer Browning, o seu discípulo, e outras, são instadas em tribunal. Não estamos diante de um mero livro, é um testemunho dado sob juramento e verificado em instância jurídica. As pessoas já não têm que comprar um medíocre livro pró-“holocausto” ou um menor livro anti-“holocausto”. Está tudo num só livro: o “holocausto” como evento histórico ou como não-evento está aqui resolvido. Foi tudo explicado em detalhe numa sala de tribunal em Toronto.

Aquilo que temos que fazer agora é tornar o grande público consciente que aquilo que estamos a falar não é um evento histórico – e tenho que ser brutal, e vou dizê-lo –, é um embuste. É um embuste que defrauda as nações. A nação germânica foi a primeira e principal vítima, defraudada em mais de 100.000.000.000 (cem mil milhões) de marcos. Houve alturas em que o Estado de Israel arrecadou mais de 40% ou 41% desta quantia, directa ou indirectamente proveniente das “reparações” – dinheiro que o povo alemão pagou para propaganda. Foi um acontecimento totalmente criado nas cozinhas psicologicamente envenenadas de guerra da II Guerra Mundial, dirigidas pelos ministérios de propaganda de muitos países, não apenas pelos britânicos ou americanos, mas também pelos russos e, sem dúvida, pelas organizações judaicas mundiais. O povo alemão foi defraudado em mais de cem mil milhões de marcos. É um embuste. Não é um evento histórico.

Eu não sou contra que o povo judeu, ou alguma outra pessoa que tenha sido ilegal e imoralmente privada da sua liberdade durante a II Guerra Mundial seja restituída. Ou se houveram judeus na Alemanha cujos negócios foram embargados eles devem ser devidamente restituídos. A nação alemã é magnânima até na derrota, e eles têm um sentido de justiça e eles querem, certamente, reparar o estrago que foi causado injustamente. Eu sou totalmente a favor disso. Mas não para deixar que as gerações do povo alemão sejam defraudadas, e depois sejam difamadas através de filmes como A Lista de Schindler , de Spielberg.

Considera-se um revisionista.

Sim, considero-me.

Agora esse termo foi manchado pela comunicação social. Os mídia tentam dar impressão que os revisionistas são parte de um movimento sinistro com o fito de rever a história à la 1984 de George Orwell. Mas trata-se verdadeiramente do contrário. Pode explicar porque é que se chamam revisionistas a vocês próprios?

È um ponto muito interessante. Revisionistas americanos, franceses, ingleses, e até judeus como David Cole e o senhor que foi testemunha por mim, Joseph Burg, e o professor [judeu] francês Dommergue: estas são pessoas que desejam olhar para a história, torná-la concordante com os factos, percebendo os documentos e eventos históricos; despi-la da retórica e da propaganda; e, depois, basicamente, escrever uma história factual.

Mas como alemão – e eu sou alemão de nascimento –, nós alemães estamos condenados uma vez mais a ser revisionistas radicais. Porque, repare, nós perdemos a nossa honra enquanto nação. Perdemos a nossa auto-estima. Também perdemos as instituições do nosso país. Não nos permitiram construir organicamente sobre a nossa longa história e herança. Por isso, um alemão revisionista tem que, não só rever os factos históricos, mas também questionar as fronteiras, porque fomos destituídos de vastos territórios na II Guerra Mundial. Como revisionista alemão, eu “lanço uma rede maior” do que um revisionista americano ou francês. Eles apenas estão empenhados naquilo que o Dr. Faurisson, o revisionista mais conhecido do mundo, diz ser a maior aventura intelectual do fim do século XX. Para mim, como alemão, quero a restaurar a honra da minha nação. Quero que as mentiras sejam expostas como mentiras, fraudes como fraudes. Quero que as fronteiras sejam reconhecidas aonde residiam os alemães étnicos muito antes da América ter sido sequer descoberta. Na Alemanha, devemos rever o nosso sistema político, que nos foi enxertado por conquistadores aliados. Conquistadores nunca, nunca conquistam uma nação para lhe dar liberdade. Eles trouxeram controlo. O governo no poder na Alemanha, agora expandida até ao rio Oder, é um instrumento de controlo aliado, não um governo de liberdade. Nós, alemães, precisamos de revisão a partir do interior – das nossas fronteiras, das nossas instituições. Os americanos apenas se preocupam com “haviam lá câmaras de gás, ou não haviam câmaras de gás?” Eu sou o mais radical e o mais arrebatador dos revisionistas e é por isso que alguns dos revisionistas mais intelectuais me olham, por vezes, de soslaio. Eles podem dar-se ao luxo de serem académicos. Eu sou um revisionista activista porque nós, como alemães, queremos o nosso país de volta, queremos a nossa honra de volta. Queremos que a geração dos nossos pais seja exonerada e reabilitada. Espero que esta tarefa esteja cumprida pelo ano 2000, independentemente de bombas ou fogos.

Lamento ter que dizer que a maioria dos americanos – e aqui falo dos americanos médios, americanos comuns do dia-a-dia de ascendência germânica, que recebem as notícias dos principais jornais e cadeias televisivas – pensam que os revisionistas do “holocausto” são uns fanáticos e intolerantes cheios de ódio. “Toda a gente sabe”, assim dizem, “que os alemães mataram seis milhões de judeus inocentes por gazeamentos. Dizer que isto não aconteceu é o equivalente a dizer que a Guerra Civil nunca aconteceu.” O que diz a estas pessoas? Qual é a evidencia mais forte para por em dúvida a história dos “seis milhões”?

Essa é uma questão muito boa e alargada. Como sabe, eu comissionei um perito americano em câmaras de gás, chamado Fred Leuchter, para ir a Auschwitz, Birkenau e Majdanek, que eram alegadamente os “centros industriais de matança” para onde os alemães supostamente aviavam todo o tipo de pessoas para as suas câmaras de gás. Esse perito voltou com 33 (trinta e três) amostras – amostras de solo, amostras de rocha, amostras dos drenos, das paredes, dos tectos. Ele levou consigo um desenhador e um operador de câmara que gravaram todas as actividades enquanto estavam a retirar as amostras. Todas estas amostras foram ensacadas. Eram lidadas apenas com luvas de borracha. Estavam numeradas e datadas. Foram desenhados desenhos técnicos de todas as instalações, e ali foram marcados os locais aonde, em cada instalação, foram recolhidas as amostras. Elas foram levadas para os Estados Unidos e foram testadas através de um “teste cego”; não foi dito ao laboratório aquilo que estavam a testar. Pensavam que tinha sido um acidente industrial. Os resultados não revelaram vestígios nenhuns do composto mortífero em algumas das principais “câmaras de gás”. Por exemplo, em Auschwitz-1, para onde têm sido levados turistas durante os últimos 40 anos, não foi encontrado nem um pequeno vestígio do composto Zyklon-B. Isto é, para mim, prova forense científica. A ciência não suspende as suas regras ou as suas leis para sionistas, comunistas, nazis ou para qualquer outro grupo.

Estás a dizer que esses eram os compartimentos aonde se reclama terem ocorrido as execuções em massa através de gás?

Certo.

E esses mesmos compartimentos não apresentam sinais de compostos letais?

Não há vestígios, ou então vestígios muito diminutos, o que tem, aliás, uma explicação: como morgues, e é isso que aqueles compartimentos eram, tinham que ser desinfectados. Quando são colocados cadáveres numa morgue, eles arrefecem e os piolhos abandonam os corpos. O piolho é o principal transportador da doença do tifo. Estas salas tinham que ser desinfectadas de vez em quando. E nós obtivemos uma amostra-teste de uma sala, uma verdadeira sala de despiolhamento que tanto polacos, alemães e judeus e toda a gente concorda ter sido uma câmara de despiolhamento de colchões, uniformes e etc. Tiramos uma amostra dessa sala como uma amostra guia, e comparando-a com aquilo que eram as “câmaras de gás”, aonde milhões foram supostamente exterminados por gás, é incrível o quão alto era o resíduo que estava ali. E como não existentes ou tão pequenos eram os resíduos que estavam nas alegadas “câmaras de gás”.

Este relatório, chamado Relatório Leuchter, está incluído no seu livro enciclopédico.

Certo. O exame completo, com todos os desenhos, está ali, bem como o folheto pelo qual fui acusado e que serviu de base à litigação de nove anos.

Já admitiu uma motivação patriótica ao querer limpar os alemães destas acusações da propaganda de ódio. Existe uma motivação política da parte de todos os revisionistas do “holocausto”? Eles estão todos na direita política?

Na verdade, isso é uma interpretação completamente errónea que foi criada pelo lóbi de promoção do “holocausto”; organizações como o Centro Simon Wiesenthal. Simplesmente não é verdade.

O meu amigo Joseph Burg, judeu romeno, que foi um revisionista do “holocausto”e que escreveu cinco livros, não era com certeza um pró-nacionalista ou um pró-nazi. Ele próprio sofreu durante a II Guerra Mundial. Muitas destas pessoas são autênticos campeões da verdade. Eles combatem pela verdade acima de tudo. Vão desde o Paul Rassinier, socialista francês e membro da Assembleia Nacional francesa até ao Dr. Faurisson. O Dr. Faurisson chegou ao revisionismo como um homem de esquerda e não de direita. Lembro-me quando estive com ele pela primeira vez na Califórnia em 1979, ele era tudo menos nacionalista. Bradley Smith dos Estado Unidos, que era casado com uma mulher judia, era tudo menos nacional-socialista ou nacionalista. O mesmo pode ser dito de muitos outros revisionistas.

Que eu, Ernst Zündel, seja, como alemão, um pró-germânico apaixonado é algo que as pessoas podem e devem perceber. Se vier a suceder alguma desgraça à América, como aconteceu com o povo alemão, eu espero e rezo para que os filhos dos americanos se levantem e defendam a América tal como eu tento defender o meu próprio grupo étnico. Não estou a dizer que durante a II Guerra Mundial a Alemanha, sob a liderança do governo nacional-socialista, não tenha cometido crimes. Vendo as coisas à distância, verificamos que se tratava de privar as pessoas da sua liberdade, colocando-as em campos de concentração, negando os seus direitos humanos. Eu fiquei chocado quando durante o meu julgamento constatei a facilidade com que se podiam colocar pessoas em campos de concentração na Inglaterra, no Canadá, na América, na Alemanha. Parece ter sido uma síndroma de campos de concentração que se alastrou por todo o mundo Ocidental. Por isso não devemos julgar países como a Alemanha, ou mesmo os encarceramentos de japoneses canadianos no Canadá ou de japoneses americanos na América através das normas ligadas aos direitos humanos que temos hoje em dia. Não era moda ser um activista dos direitos humanos em 1935, 1940, 1941 ou 1942. No Canadá não era moda certamente. Não conheço ninguém que tenha protestado contra a encarceração de japoneses. Não conheço nos Estados Unidos. E certamente não terei ouvido de nenhum activista dos direitos humanos na Rússia durante o tempo do Gulag de Estaline. E na Inglaterra era a mesma coisa.

Creio que devemos deixar a guerra para trás. Há um mundo de ignorância e apatia para ser conquistado. O revisionismo histórico é uma ferramenta que serve para fazer com que a história esteja conforme os documentos, e não com a propaganda.

Usualmente a história é escrita pelos vencedores. O senhor está a tentar corrigir isso cinquenta anos depois.

Dizem-me isso muito frequentemente, e eu estou farto das pessoas dizerem “é justificado”. Tudo é justificado porque, afinal de contas, “nós ganhamos” a II Guerra Mundial.

Se isso é verdade, então todos os GIs , todos os tommies britânicos, todos os soldados canadianos e todos os outros soldados que fizeram parte desta coligação de 51 países que estavam em guerra contra a Alemanha têm que acarretar com a responsabilidade do que aconteceu ao mundo Ocidental e ao mundo em geral. A subjugação de Estaline de metade da Europa: 250 milhões de europeus que viveram meio século sob um horrífico império soviético, e todas as milhões de mortes que daí resultaram – eles são responsáveis por isso. Nem tudo são rosas. E aqueles GIs que bombardearam a Alemanha até ao tutano são responsáveis pelo que aconteceu à nossa sociedade na América, no Canadá, na Inglaterra. São responsáveis pelas actuais leis de imigração.

Não está na moda nem é politicamente correcto dizer, mas eu ganhei legitimidade pela encarceração, multas, bombas e fogos postos, e digo-lhe que toda a confusão em que vivemos hoje, o esgoto em que se tornaram as nossas sociedades, a roubalheira, a litania, tudo começou em 1945.

Já o disse anteriormente neste programa e vou dizê-lo outra vez: 1945 foi uma vitória do comunismo e daqueles que estavam nos bastidores do comunismo em ambos os lados do Atlântico.

Correcto. Eu quero defender a geração dos meus pais. Foi uma magnífica geração. Essa geração de alemães, juntamente com os voluntários da Dinamarca, Holanda, até mesmo da Inglaterra e da divisão Índia Livre, e outras, estava bem alerta para o perigo do bolchevismo. Cinquenta anos antes do Presidente Reagan ter falado no império do mal, o meu pai estava a lutar esse império do mal às portas de Moscovo. Penso que já é tempo para que o mundo Ocidental respeite aqueles homens que lutaram a caminho de Estalinegrado tentando derrubar esse império do mal. Não há escusa para o bolchevismo de Estaline, e é uma vergonha que o homem Ocidental, que os europeus, que os germano-americanos, que os anglo-saxões se tenham aliado com a União Soviética para deitar por terra uma potência europeia. Não estou a dizer que Hitler era um menino de coro. O que estou a dizer é que aquele que estiver inocente na II Guerra Mundial que atire a primeira pedra.

Quando é que vai haver um monumento ou uma super produção de Hollywood fazendo memória aos mortos sob o comunismo? Gostaria de ver isso a acontecer.

Estou muito esperançado. Eu já vivi na América do Norte, e tenho lutado pela liberdade, internamente, no Canadá e na América. Especialmente na América. Eu tenho muita esperança que a salvação – e isto pode soar-lhe estranho, como americano que é – venha da América. A derrota da Europa veio da América. Estaline foi desgastado pelos Alemães. A América salvou o bolchevismo. Estou muito confiante que a liberdade seja salva, e que a liberdade venha da América do Norte. O conceito que temos da liberdade de expressão agora no Canadá e na América permite-nos corrigir a história. Ainda ontem recebi uma chamada telefónica de um jovem alemão que assistiu a uma conferência de Raul Hilberg, o “papa do ‘holocausto’”, que disse em Heidelberg há menos de uma semana que não devemos silenciar o debate sobre o “holocausto”. Deve-nos ser permitido levantar questões sobre o “holocausto”.

Isso é um bom sinal, mas em muitos países pode-se ir preso por duvidar da história dos “seis milhões”.

Está a olhar para uma pessoa que foi presa. Eu passei seis dias numa prisão alemã e fui multado em 12.600 marcos, cerca de $10.000, apenas por esse motivo. Isto vai agora para o Tribunal europeu dos direitos humanos, porque o sistema judicial alemão não permitiu que Fred Leuchter, o Dr. Robert Faurisson e o perito em químicos alemão G. Rudolf fossem minhas testemunhas, mesmo quando essas três pessoas estavam na sala de testemunhas, prontas a dar o seu testemunho. Eles não permitiram que eu apresentasse provas exoneratórias ou pelo menos as razões porque eu pensava como pensava. Isso é totalmente ilegal segundo o código europeu de direitos humanos, e estou bastante esperançado que consigamos, eventualmente, reverter este julgamento.

Bom, espero que essas leis sejam também revertidas. De um ponto de vista americano, de onde ainda vamos tendo liberdade de expressão (apesar do lóbi sionista que está a tentar retirar-nos esse direito), parece-me inconcebível que pessoas estejam a ser presas por duvidar da versão de um evento que ocorreu há 50 anos atrás. É uma loucura.

Eu estou, como europeu, absolutamente chocado com o povo europeu. E também estou chocado com os nacionalistas europeus. Eles deixaram-se castrar tão silenciosamente. Eu, como é óbvio, aculturei-me na América do Norte. E sou particularmente orgulhoso daquilo que os americanos e os germano-americanos alcançaram há 200 anos atrás com a Constituição Americana, com o Código de Direitos ( Bill of Rights , no original) e suas várias reformas. Eu reclamo isso como parte da herança germano-norte americana. Fico triste que nunca tenhamos conseguido exportar esse conceito para a Europa. Se a Europa, a Alemanha, a França, os países periféricos da Europa, tivessem uma pequena ideia do vosso sistema nós poderíamos pelo menos conseguir algumas mudanças pois teríamos a liberdade para falar. Por isso é que a América é tão importante. Todos os problemas que você e eu sabemos que existem na América são muito pequenos quando comparados com os problemas que teríamos se não pudéssemos falar para fora.

O senhor foi provocado pelas suas crenças. O seu negócio foi arruinado. Lutou em tribunal durante quase uma década da sua vida contra a pena de prisão ou deportação, e agora quase foi morto. Muitos teriam desistido há muito tempo, teriam ido observar os pássaros ou velar pelos seus jardins. O que o leva a persistir e porque?

Muitas pessoas, como os meus filhos e netos, perguntaram-me isso, e devo dizer-lhe que a partir do momento que te tornas consciente da verdade, do que realmente se passou, é horrível. O mundo está realmente agarrado a uma manipulação histórica que nos deitará a todos por terra. Se persistirmos em pensar que aquilo que temos é história e usá-la como precedente para uma sociedade melhor, então não iremos herdar nada senão ruínas. Eu quero um mundo melhor, um mundo mais limpo, mais seguro, mais são. Posso assegurar-lhe que 99% dos homens que morreram do lado alemão morreram por uma causa nobre. Foram quase 10 milhões de alemães que deram as suas vidas na II Guerra Mundial, civis e soldados. Eles não tinham que morrer em vão. Eu estou a assegurar-me que as suas mortes são enobrecidas através do um esforço para mostrar aquilo pelo que lutaram.

Para ser franco, penso que também já conseguiu enobrecer as mortes de soldados americanos. Eles acreditavam que estavam a lutar pela liberdade de expressão, entre outras coisas.

Eu realmente tenho pena dos soldados americanos, veteranos canadianos e veteranos britânicos. Quando eles ouvem os seus netos dizer que já não estão seguros nos seus recreios, e quando assistem à sua televisão pública tornar-se um esgoto que promove a droga e etc., pergunto-me se aqueles veteranos não estarão a sofrer um trauma psicológico e uma dor ainda maiores do que os dos alemães que foram militarmente derrotados, e que, por isso, já não podiam fazer mais nada.

Posso dizer que conheço vários. Conheço um homem que, literalmente, não consegue falar do seu serviço na II Guerra Mundial. Ele esteve num bombardeiro que bombardeou a Alemanha, e ele não consegue falar disso. Ele desfaz-se em lágrimas.

Penso que é altura de estendermos as mãos àqueles que foram enganados, bem como aos próprios impostores. Em todos os meus programas e em todos os meus escritos, sempre estendi a minha mão a judeus decentes e a pessoas que serviram a causa aliada.

Digo-lhes: Cinquenta anos passaram. A guerra foi uma tragédia para todos nós: todos os que foram tocados por ela, e não apenas os judeus. Os judeus não têm direitos de autor sobre o sofrimento. Vamos agora prosseguir com as nossas vidas e criar um mundo melhor.

Como podem os nossos ouvintes contactá-lo caso estejam interessados em saber mais sobre os seus esforços e publicações?

Podem escrever para:

Mrs. Ingrid Rimland Zündel

3152 Parkway #13, PMB109

Pigeon Forge, TN 37863 USA.

(endereço actualizado em 2004)

Sr. Zündel, admiro a sua coragem, e quero agradecer-lhe do fundo do meu coração pela sua luta incansável a favor da verdade numa época aonde reina a mentira.

Entrevista a Ernst Zündel conduzida por Kevin Alfred Strom em 1995 e publicada na revista Free Speech , vol. I, nr. 6, Junho de 1995.

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